EDUCAÇÃO EM DIABETES - Por quê?.........................................................................................
O controle glicêmico adequado é fundamental na prevenção de complicações crônicas relacionadas ao Diabetes Mellitus, desde as chamadas complicações microvasculares como retinopatia, insuficiência renal e neuropatia, assim como a doença cardiovascular.Entretanto, apesar dos grandes avanços no tratamento, a maioria dos pacientes está mal-controlada, sendo o tratamento um enorme desafio para o paciente, familiares, médicos e toda a equipe envolvida na assistência.
O enorme impacto no dia-a-dia dos pacientes causado pelo tratamento é aspecto fundamental no entendimento deste desafio. A literatura médica mostra diversas evidências de que um programa sistematizado de educação continuada em Diabetes é ferramenta essencial para que se consiga alcançar bom controle da doença.
As chances de sucesso são maiores na medida em que o paciente tenha consciência e entenda não apenas a importância do bom controle para a saúde e prevenção de complicações, como também o papel das medicações, noções básicas do metabolismo de glicose, nutrição, uso de monitores de glicose, cuidados com os pés, atividade física, entre outros.
O Programa de Educação em Diabetes é assim considerado como um processo que oferece ao indivíduo o conhecimento, a habilidade e a técnica necessários para o autocuidado, o manejo dos dias de doença e para fazer eventualmente adaptações no seu estilo de vida visando ao melhor controle glicêmico, à prevenção de complicações crônicas e, acima de tudo, melhora na qualidade de vida.
E você já ouviu falar em Educação em Diabetes?
Contagem de carboidratos..........................................................................................
Quando se diagnostica o diabetes, seja ele tipo 1 ou tipo 2, logo ganham espaço as privações alimentares, tornando o tratamento mais penoso, pois requer muita disciplina do paciente. É o adeus aos doces, salgadinhos, frituras, festas e à simples decisão do que ele quer comer e quanto ele quer comer. É claro que as recomendações nutricionais para uma vida saudável não incluem essas práticas. É muito importante escolher alimentos de boa qualidade nutricional como cereais integrais, frutas, hortaliças, laticínios desnatados, carnes brancas e magras e evitar as frituras. Contudo, atualmente podemos contar com a terapia de contagem de carboidratos, a qual oferece maior flexibilidade ao plano alimentar do diabético sem descuidar do bom controle glicêmico. O método de contagem de carboidratos consiste em contar o total de carboidratos consumidos por refeição. Isto consiste em somar os gramas de carboidratos de cada alimento, obtendo-se informações em tabelas e rótulos. Pode-se, de acordo com a preferência do paciente e com os carboidratos pré-definidos por refeição, utilizar qualquer alimento.
Neste tipo de terapia é possível definir a quantidade de insulina rápida ou ultrarrápida em função da quantidade de carboidratos por refeição. Desta forma, o paciente consegue ajustar a dose de insulina quando comer mais ou menos alimentos, evitando assim a hiperglicemia e a hipoglicemia, respectivamente.
Para os pacientes que não usam insulina nas refeições, a contagem de carboidratos pode ser utilizada fazendo substituições dos alimentos do plano alimentar, levando em consideração as metas de carboidratos por refeições. Mas por que contar carboidratos e não calorias? Os macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) são os geradores de energia do organismo, são as fontes de glicose. Dessa forma, influenciam diretamente a elevação da glicemia, mas são absorvidos e utilizados de formas diferentes. O carboidrato é o nutriente que mais afeta a glicemia – quase 100% são convertidos em glicose em um tempo que pode variar de 15 minutos a duas horas. As proteínas são convertidas em glicose entre 35% e 60% da ingestão em um tempo de três a quatro horas e somente 10% das gorduras podem ser convertidas, em aproximadamente cinco horas ou mais.
E você conhece ou faz contagem de carboidratos?
Abraço
Denis Pinto Garcia
Medicação no diabetes tipo 2.........................................................................................
No diabetes tipo 2 existem basicamente duas situações que contribuem para o aumento de açúcar no sangue (hiperglicemia): deficiência, mas não ausência, de insulina e resistência à ação dessa insulina. Em outras palavras, o pâncreas do diabético tipo 2 produz pouca insulina e essa insulina, por sua vez, não cumpre adequadamente seu papel de retirar o açúcar do sangue.
Desta forma, os medicamentos utilizados para tratamento do diabético objetivam basicamente estimular o pâncreas a produzir insulina e ajudar a insulina a agir adequadamente.
Os principais medicamentos de uso oral são descritos a seguir: Função da Medicação: Aumento da produção de insulina pelo pâncreas. Opções de tratamento:Glibenclamida; Glimeprida; Gliclazida; Repaglinida e Nateglinida.
Função da Medicação:Melhora da ação da insulina nos órgãos. Opções de tratamento: Metformina; Rosiglitazona e Pioglitazona.Atualmente, além das situações descritas acima, outra causa de hiperglicemia tem sido focada: a produção excessiva de glucagon. Este é também um hormônio produzido pelo pâncreas, que contribui para o aumento da glicose. Para atuar na redução do glucagon, três medicamentos já estão disponíveis: os análogos de GLP-1 (Exenatide),
a Vildagliptina e a Sitagliptina. Outra opção que também pode ser utilizada para compor o tratamento é a Acarbose, medicação que diminui a absorção intestinal de carboidratos (substância encontrada no arroz, macarrão, pães, biscoitos e batata) que se transformam em açúcar e têm ação principalmente na hiperglicemia após as refeições (pós-prandial).Apesar de contarmos com as opções de medicamentos, “o tratamento do diabetes está mesmo dentro da cabeça” , ou seja, na disposição que o paciente tem de entender a doença e querer modificar certos hábitos que contribuem para o aumento do açúcar no sangue. Sem essa vontade e consciência de que se está mudando para melhor, fica difícil controlar o diabetes, considerando ainda que este esquema que deve ser seguido pelo diabético (alimentação balanceada e exercício físico) é o que deveria ser feito por todos, desde a infância.
E você faz uso dessas medicações?
Abraço
Denis Pinto Garcia
ORIENTAÇÕES PARA ATIVIDADE FÍSICA.........................................................................................
Avise seu médico e sua nutricionista antes de iniciar qualquer programa de atividade física;
Medir a glicemia antes, durante e depois do exercício físico, caso use insulinas;
Glicemias menores que 100 mg/dl: comer 15 gramas de carboidratos antes de iniciar o exercício (01 barra de cereais, 01 copo de suco de frutas ou meio pão francês);
Glicemias acima de 250 mg/dl: NÃO praticar atividade física.
Ter sempre durante o exercício balas moles (3 a 4) ou similares (glicose líquida) para ingerir, caso apresente sintomas de hipoglicemia;
Caso ocorra hipoglicemia grave durante o dia, qualquer atividade física deve ser evitada nesta data (risco de outra hipoglicemia tão grave quanto à anterior);
Evitar o exercício físico nos horários que a insulina tenha maior ação (pico de insulina);
Não aplicar insulina na parte do corpo que será mais utilizada durante a atividade física (ex: não aplicar insulina nas pernas se for jogar futebol);
Fazer exercício com um companheiro ou professor de educação física que saiba que você tem diabetes e saiba o que fazer em caso de hipoglicemia ou hiperglicemia;
Utilizar meias e calçados apropriados para a prática de exercício. Lembre-se: nunca pratique exercícios descalço.
Examinar os pés após o exercício e observar qualquer sinal de machucados;
Hidratar-se freqüentemente, principalmente em dias de muito calor.E você sabia das orientações para a prática da atividade física?Agora que você já sabe o quanto a atividade física é importante e quais os cuidados necessários, não perca tempo: exercite-se!
Volta às aulas e a alimentação..........................................................................................
A alimentação é uma necessidade básica ao desenvolvimento do ser humano, principalmente nas fases da infância e adolescência, onde ocorrem transformações importantes, que interferem no desenvolvimento dos aspectos físico, intelectual, emocional e social. Sabe-se que hábitos alimentares saudáveis contribuem para a prevenção das doenças veiculadas por alimentos, das doenças crônicas não transmissíveis (obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, câncer) e para o controle das carências nutricionais, como a anemia por deficiência de ferro, a deficiência de vitamina A e os distúrbios por deficiência de iodo (bócio). No caso das pessoas com diabetes, a alimentação saudável é um dos pontos- chave do controle metabólico. A volta às aulas é sinônimo de reorganização da casa, redefinição ou retomada de regras, que envolvem horário para acordar, dormir, estudar, brincar, interferindo também na escolha dos alimentos que irão compor a refeição, principalmente os lanches escolares, levados de casa ou adquiridos nas cantinas das escolas. Os hábitos alimentares, a escolha por determinado alimento, são formados por influências genéticas e ambientais. Existem predisposições genéticas para se gostar, ou não, de determinados alimentos. Essa influência genética vai sendo moldada por experiências que temos ao longo da vida. Tal fato reforça a questão onde a família e a escola desempenha papel fundamental no incentivo ao hábito alimentar adequado da criança e adolescente, que se mantém, muitas vezes, ao longo da vida. É a escola, dando o exemplo do que deve ser uma alimentação saudável, conscientizando os alunos a respeito do importante papel que a nutrição desempenha em todas as fases da vida, e, a família, incorporando o tema no seu dia-a-dia, agindo como aliada no processo e contribuindo para a modificação dos hábitos alimentares das crianças. Os responsáveis pelas cantinas escolares ou alimentação fornecida na escola devem ser capacitados para compreender o alcance das orientações propostas, enfrentando o desafio de preparar e oferecer alimentos mais saudáveis. A questão central é reduzir ao máximo a oferta de alimentos e refeições com: - alto teor de açúcares (mais que 10% do valor energético total), - gorduras saturadas (mais que 10% do valor energético total), - gorduras trans (mais que 1% do valor energético total), - ricos em sódio (mais que 400 mg do valor energético total). São considerados alimentos não saudáveis: balas; pirulitos; gomas de mascar; biscoitos, principalmente os recheados; refrigerantes; sucos artificiais ou adoçados; frituras como risoles, pastéis e coxinhas; maionese; salgados com salsichas e presunto/ apresuntados; salgadinhos de pacote; pipocas industrializadas e outros com o perfil acima descrito. Em contrapartida, existem vários alimentos considerados mais saudáveis, que podem ser introduzidos na alimentação na escola, ou adaptados e levados de casa para serem consumidos na hora do lanche, tais como: - sanduíche natural sem maionese, - frutas in natura, - salada de frutas, - sucos naturais ou industrializados (com mais de 50% de polpa), - frutas secas, - suco à base de soja, - salgados assados, - vitaminas de frutas, - preparações culinárias com verduras cozidas, - bolos simples enriquecidos com verduras ou frutas, - iogurtes e bebidas lácteas, - preparações e alimentos regionais como tapioca, beiju, cuscuz, canjica, açaí, milho verde, biscoitos de polvilho, broas. Nesse sentido, no caso das escolas, seria interessante realizar uma pesquisa junto aos alunos para conhecer os alimentos saudáveis preferidos por eles e, para aqueles que levam seu lanche de casa, os pais poderiam tentar programar a merenda em conjunto com os filhos, visando adequar à oferta de preparações e estimular práticas mais saudáveis, baseadas em hábitos regionais. Fonte: Sociedade Brasileira de DiabetesE vocês consomem alimentos saudáveis nas cantinas? Abraço
Denis Pinto Garcia
Técnica de Mistura de Insulinas:.........................................................................................
Somente a Insulina NPH pode ser misturada com as insulinas regular ou ultrarrápida (asparte, glulisina ou lispro).• As insulinas glargina e detemir não podem ser misturadas com nenhuma outra insulina.Técnicas de Mistura de Insulinas:
1- Introduza uma quantidade de ar na seringa igual à dose de insulina NPH prescrita pelo seu médico.
2- Injete o ar dentro do frasco que contém a insulina NPH (líquido de aspecto leitoso). Sem extrair a insulina, retire a agulha.
3- Introduza uma quantidade de ar na seringa igual à dose de insulina REGULAR ou ULTRARRÁPIDA prescrita pelo seu médico.
4- Injete o ar dentro do frasco que contém insulina REGULAR ou
ULTRARRÁPIDA;
5- Aspire a quantidade desejada de insulina REGULAR ou
ULTRARRÁPIDA com o frasco de cabeça para baixo;
6- Retire a agulha do frasco;
7- Introduza a agulha novamente no frasco de insulina NPH aspirando com o frasco de cabeça para baixo, até a marca correspondente à soma das duas doses;
8- Retire a agulha do frasco, e prossiga seguindo as mesmas recomendações citadas na técnica de aplicação de insulina.
Observação: Se a retirada foi maior que a necessária, em hipótese alguma o excesso deve ser devolvido ao frasco. Deve-se descartar as insulinas da seringa e reiniciar o procedimento
E você sabia utilizar corretamente a técnica de misturas de insulina?
Aplicação de Insulina com seringa.........................................................................................
Aplicação de Insulina
·Lave e seque as mãos e o local de aplicação; ·Verifique se a seringa é a correta, pois há seringas que são graduadas de 1 em 1 e existem as graduadas de 2 em 2 unidades; ·Se usar insulina de ação intermediária (aspecto leitoso) agite suavemente o frasco 15 a 20 vezes até que o líquido fique homogêneo; ·Limpe a borracha do frasco de insulina com álcool; ·Mantenha a agulha com protetor. Puxe o êmbolo para aspirar ar até a quantidade de insulina prescrita; ·Mantenha o frasco de insulina apoiado em uma mesa. Retire o protetor da agulha e injete o ar no frasco, pressionando o êmbolo; ·Vire o frasco de insulina de cabeça para baixo, aspire a quantidade de insulina prescrita e se houver bolhas de ar, elimine-as, pois onde há bolha, não há insulina; ·Injete o excesso de insulina no frasco e retire a agulha; ·Segure o corpo da seringa como se fosse um lápis, faça a prega subcutânea e introduza a agulha, com ângulo de 90 graus, com um movimento rápido, firme e leve.
A prega deve ser solta antes da aplicação de insulina; ·Injete lentamente a insulina e aguarde no mínimo 5 segundos antes de retirar a agulha para que toda a insulina preparada seja aplicada; ·Caso ocorra sangramento, faça uma leve pressão.
Não massageie a região.
E você, realiza a aplicação correta da insulina?
Abraço Denis Pinto Garcia
Cientistas identificam célula capaz de reverter a diabetes juvenil.........................................................................................
Cientistas americanos descobriram um tratamento extremamente promissor para o diabetes do tipo 1, revertendo a doença em camundongos. No diabetes do tipo 1, também conhecido como diabetes juvenil, o sistema de defesa do organismo destrói as células do pâncreas onde é produzida insulina, substância fundamental a transformação da glicose circulante no sangue em energia. Portadores da doença se vêem obrigados a tomar injeções de insulina para sobreviver. Em um artigo publicado na edição da revista Science neste Dia Mundial do Diabetes, uma equipe do hospital geral de Massachusetts diz ter identificado um tipo de célula do baço que é precursora das ilhotas do pâncreas, como são chamadas as células produtoras de insulina. Os cientistas querem iniciar brevemente os testes em seres humanos. “Descobrimos que é possível regenerar rapidamente as ilhotas a partir de células precursoras adultas, algo que muitos pensavam que não se podia fazer”, disse a médica Denise Faustman, principal autora da pesquisa e diretora do Laboratório de Imunologia do Hospital Geral de Massachusetts. A mesma equipe já havia conseguido resultado com camundongos e injeções de células-tronco do baço, mostrando que o método poderia reeducar o sistema imunológico dos animais. A intenção era, em seguida, realizar um transplante de ilhotas do pâncreas. Foi quando os cientistas perceberam que isso não seria preciso em alguns animais, em que surgiram novas células produtoras de insulina. A nova pesquisa vai muito além, ao mostrar que apenas um tipo de células do baço tem esse efeito. A identificação de uma célula precursora das ilhotas é um avanço fundamental para se desenvolver um tratamento para seres humanos. Até agora não se acreditava que era possível ao organismo regenerar as ilhotas. A grande aposta das pesquisas por isso era o trabalho com células-tronco de embriões. As células do baço precursoras das ilhotas se distinguem das demais do órgão porque lhes falta uma substância designada CD45. “As células sem CD45 são as precursoras das ilhotas pancreáticas. Elas conferem ao baço uma função distinta que não havia sido previamente identificada”, disse Denise Faustman. Fonte: Diabetes Clínica Vol.7,nº6
E você acredita na capacidade de reverter a diabetes juvenil?
Almoçando fora de casa..........................................................................................
Uma das grandes preocupações das pessoas com diabetes é comer fora. Isso porque os alimentos servidos em restaurantes geralmente são gordurosos e já vêm temperados. Portanto, preste atenção nas dicas que a SBD preparou para você, para o almoço. Leia atentamente o cardápio e, em caso de dúvida, pergunte ao garçom sobre os ingredientes usados no preparo do prato escolhido. Para acompanhar massas, prefira os molhos ao sugo (75 gramas ou 3 colheres têm 77 calorias), bolonhesa ou com manjericão. Evite as massas recheadas (lasanha, caneloni, rondeli) e aquelas com molho branco ou de manteiga. Comece sempre pelas saladas, dando preferência a folhas e legumes. Eles enchem o prato e o estômago, dando sensação de saciedade mais rápida, com poucas calorias. Exemplo: 100 gramas de agrião têm apenas 28 calorias. Restaurantes a quilo têm a vantagem de oferecer pratos variados e permitir escolhas menos calóricas. Acostume-se a dar uma olhada geral antes de entrar na fila. Como nada é perfeito, a maioria desses restaurantes só serve doces na sobremesa. Se não houver nada diet, isento de açúcar e com pouca gordura, passe direto. Se possível, mantenha frutas na geladeira de seu local de trabalho. Doces dietéticos podem ser usados com moderação. Em festas ou churrascos não vá de estômago vazio. Com isso você evitará hipoglicemia e/ou abuso na quantidade de alimentos consumidos. Comece sempre pela salada verde, para amenizar a fome. Lembre-se que 1 pão francês equivale a aproximadamente 4 colheres (sopa) de arroz ou de farofa. Logo, se comer pão, corte estes alimentos do seu almoço ou churrasco. Maminha, alcatra e fraldinha são as carnes mais indicadas se você deseja um churrasco leve. Ótima opção é peixe temperado com sal e limão. Ou frango sem gordura e pele. Cebola assada na grelha é um acompanhamento pouco calórico e muito gostoso. Experimente colocar sal e orégano. A lingüiça deve ser evitada a qualquer custo: cada gomo tem cerca de 215 calorias. Um chá de frutas com adoçante é um bom truque para dar aquele gostinho doce à boca no final da refeição. Assim você perde a vontade de comer sobremesa. Quando não houver tempo para o almoço, peça alguém para trazer uma porção de saladas e uma de carne grelhada. É bem melhor do que cair na tentação do fast-food. Verduras refogadas, como couve e espinafre, são ótimas opções, desde que não sejam preparadas com bacon ou estejam “nadando” em óleo.
Projeto aprovado concede benefícios a portadores de diabetes.........................................................................................
Os portadores de diabetes poderão passar a ter direito à concessão de uma série de benefícios já previstos em lei para outras doenças. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou proposta que altera uma série de normas garantindo aos portadores de diabetes o direito de sacar dinheiro do PIS-Pasep e do FGTS; além de garantir o recebimento de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez sem carência. A proposta também dá aos diabéticos direito a passe livre no transporte público.
O diabetes é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal da glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde. Quando não tratada adequadamente a diabete pode levar à ocorrência de infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, entre outras complicações.
O projeto de Lei Complementar (PLS 389/08), do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), altera cinco leis para prever os benefícios. A Lei Complementar 7/70, que institui o Programa de Integração Social, e a Lei Complementar 8/70, que institui o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), estão sendo alteradas para permitir o saque, por portadores da diabetes, dos saldos das contas dos respectivos programas.
Também a Lei 8.036/90, que dispõe sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), está sofrendo uma alteração para permitir a movimentação da conta vinculada do fundo do trabalhador acometido da doença. O projeto ainda prevê mudança na Lei 8.213/91, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social, para incluir o diabetes melito entre as doenças que dão direito a inexigibilidade de prazos de carência para a concessão do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez.
A última lei que o projeto propõe alterar é a 8.899/94, que concede passe livre às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual, para estender esse benefício aos portadores de diabetes melito.
Ao defender a aprovação do projeto, o autor explicou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo mundo, o que representa de 6% a 8% do planeta.
- O diabetes melito é uma das doenças de maior prevalência no mundo, com tendência a agravar-se com o avançar da idade. Segundo dados do Ministério da Saúde, ela é responsável por 25 mil óbitos anualmente. No Brasil, 11 milhões de pessoas são portadoras da doença, ainda que somente metade delas saiba que tem a enfermidade - afirmou Renan.
Em seu parecer favorável ao projeto, a relatora, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), lembrou que o diabetes afeta cerca de 12% da população no Brasil e está na lista das cinco doenças de maior índice de morte no mundo, “e está chegando cada vez mais perto do topo da lista”. Observou, no entanto, que a adoção de algumas medidas legislativas propostas pelo projeto precisam ser ainda discutidas e aprofundadas.
- Em relação ao mérito, não há o que se questionar, muito embora a adoção de medidas legislativas aqui propostas devam ser objeto de maior debate e aprofundamento, quando analisadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que também deverão se manifestar sobre a matéria - afirmou a relatora.
Ao discutir a matéria, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) observou que o diabetes Melito é uma doença da “civilização atual” e tem aumentado substancialmente em todos os estados brasileiros.
Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da CCJ e portador de diabetes,fez um relato pessoal dos inúmeros problemas causados pela doença.
- A OMS disse que a grande doença deste século será o diabetes. O que pudermos disponibilizar para os portadores da doença será bem-vindo. São inúmeras as pessoas atordoadas com essa doença no Brasil. Convivo com ela na minha casa - assinalou o senador por Goiás. Valéria Castanho - Agência Senado Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado
E vocês sabiam da aprovação desse projeto???Abraço
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